sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Do incompreensível

Não compreendo a dor dos rompimentos. Não compreendo este sofrimento auto-imposto depois da decisão do afastamento. É uma decisão...não é? Não é uma imposição do destino, como a morte.

Penso em escrever. Várias coisas.

Travo quando vejo a tela em branco do computador. Sinto-me diminuída.
Apenas sou imbatível quando com papel e caneta. Neste aspecto, sou antiquada.

Há uma certa mágica no movimento, no momento.
É por isto que sempre escrevo em papéis.
Mesmo soltos, desordenados, eles têm uma trajetória única.

Incompreensivelmente, paro.
E percebo, com essa clareza súbita, que não há mais nada a ser dito.
Não por hoje.

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