Não sei ao certo. Tenho conhecimento apenas do que é oculto sob densos véus.
Cães ladram na noite, em companhia de sombrios seres.
Verdades são sussurradas e corações, partidos.
O rio conta segredos com a linguagem das labaredas.
Amplificações desnecessárias. O desprendimento gravita e graceja.
Eu os conheço, quase todos. Os maltrapilhos nas ruas, os que vivem de aparências, os gênios e os medíocres. Todos algum dia perderam-se de alguma forma.
Acontece, eu acho. Sei como é. Você se desconecta, e de repente se transformou em um cardume de peixes dourados. Alguém corta suas asas, e o único passo possível depois disto, é transmutar-se em borboletas.
O relógio badala perguntas insolúveis e percebe-se que é cedo demais.
Há uma caixinha de doce música no território dos quartos vazios.
As molduras dos espelhos estão suspensas por mãos de mortos-vivos.
No corredor de Mnemósine, tudo perde o sentido.
As molduras dos espelhos estão suspensas por mãos de mortos-vivos.
No corredor de Mnemósine, tudo perde o sentido.
Tudo isto é excessivamente restritivo.
Cães ladram na noite, em companhia de sombrios seres.
Verdades são sussurradas e corações, partidos.
O rio conta segredos com a linguagem das labaredas.
Amplificações desnecessárias. O desprendimento gravita e graceja.
Um momento de delírio é necessário.
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